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O amor me bebe, embebeda o meu padecer. Lança meus braços, a descrever círculos pelo ar. Transporta a alma para outro tipo de país. Entope veias, impulsiona as asas de voar. O amor me invade enquanto me lança à escuridão. Depena minhas cismas, exala minhas rimas para versos de não se recitar. O amor demite a coragem, instala a vontade de chorar no travesseiro. Reforma meus medos, reativa segredos que me desenham em desespero.

O amor me tece um novo tipo de papel que não admito, não aceito nem pretendo interpretar. Não quero achar que existe o destino. Não é certo perder para o que se quer ganhar.

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