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A palavra perdida no vento volta em forma de verso para atacar a razão. Enquanto seus olhos se acendem, meu corpo desliza na porta e nossas bocas seguem dizendo que não. Então rezamos alguns credos, derramamos shots de tequilas. Vomitamos idéias inúteis. Reclamamos viagens perdidas. Voamos pedaços de céu, sorrimos lembranças vazias. Vestimos bijuterias fúteis, encaramos ideias suicidas.

Um livro abre as asas e tenta sair pela janela. Toda vez que nos olhamos perdemos o medo da altura. As páginas vão ficando amarelas e as citações cada vez mais burras. Você deita no tapete. Eu choro. As letras que jogamos fora quase sempre retornam. Você grita impaciente. Eu morro. As teorias que julgávamos incorretas não mais nos revoltam. Letras que não respiram. Nem inspiram. Não nos olham. Nem nos identificam.

Terminamos a noite em prece por uma tese que nem merece tanta atenção. Toda teia que a aranha tece parece que se esquece que serve apenas como cama para uma reles refeição.

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Entre gritos e gemidos, salvam-se tolos.

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